quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry

O narrador recorda-se do seu primeiro desenho de criança, tentativa frustrada de os adultos entender o mundo infantil ou o mundo das pessoas de alma pura. Ele havia desenhado um elefante engolido por uma jibóia, porém os adultos só diziam que era um chapéu. Quando cresceu, testava o grau de lucidez das pessoas, mostrando-lhes o desenho e todas respondiam a mesma coisa. Por causa disto, viveu sem amigos com os quais pudesse realmente conversar. Pelas decepções com os desenhos, escolhera a profissão de Piloto e, em certo dia, houve uma pane em seu avião, vindo a cair no Deserto de Saara. Na primeira noite, ele adormeceu sobre a areia. Ao despertar do dia, uma voz estranha o acordou, pedindo para que ele desenhasse um carneiro. Era um pedacinho de gente, um rapazinho de cabelos dourados, o Pequeno Príncipe. O narrador mostrou-lhe o seu desenho. O Pequeno Príncipe disse-lhe que não queria um elefante engolido por uma jibóia e sim um carneiro. Ele teve dificuldades para desenhá-lo, pois fora desencorajado de desenhar quando era pequeno. Depois de várias tentativas, teve a idéia de desenhá-lo dentro de uma caixa. Para surpresa do narrador, o Pequeno aceitou o desenho. Foi deste modo que o narrador travou conhecimentos com o Pequeno Príncipe. Ele contou-lhe que viera de um planeta, do qual o narrador imaginou ser o asteróide B612, visto pelo telescópio uma única vez, em 1909, por um astrônomo turco. O pequeno Planeta era do tamanho de uma casa. O Pequeno Príncipe contou o drama que ele vivia, em seu Planeta, com o baobá, árvore que cresce muito; por este motivo, ele precisava de um carneiro para comer os baobás enquanto eram pequenos. Através do Pequeno Príncipe, o narrador aprendeu a dar valor às pequenas coisas do dia-a-dia; admirar o pôr-do-sol, apreciar a beleza de uma flor, contemplar as estrelas... Ele acreditava que o pequeno havia viajado, segurando nas penas dos pássaros selvagens, que emigravam. O Príncipe conta-lhe as suas aventuras em vários outros planetas: o primeiro era habitado por apenas um rei; o segundo, por um vaidoso; o terceiro, por um bêbado; o quarto, por um homem de negócios; o quinto, um acendedor de lampião; no sexto, um velho geógrafo que escrevia livros enormes, e, por último, ele visitou o nosso Planeta Terra, onde encontrou uma serpente, que lhe prometeu mandá-lo de volta ao seu planeta, através de uma picada. No oitavo dia da pane, o narrador havia bebido o último gole de água e, por este motivo, caminharam até que encontraram um poço. Este poço era perto do local onde o Pequeno Príncipe teria que voltar ao seu planeta. A partida dele seria no dia seguinte. Falou-lhe, também, que a serpente havia combinado com ele de aparecer na hora exata para picá-lo. O narrador ficou triste, ao saber disto, porque tomara afeição ao Pequeno. O Príncipe lhe disse para que não sofresse, quando constatasse que o corpo dele estivesse inerte, afirmando que devemos saber olhar além das simples aparências. Não havia outra forma de ele viajar, pois o seu corpo, no estado em que se encontrava, era muito pesado. Precisava da picada para que se tornasse mais leve. Chegado o momento do encontro com a serpente, o Pequeno Príncipe não gritou. Aceitou corajosamente o seu destino. Tombou como uma árvore tomba. E assim, voltou para o seu planeta, enfim. O narrador, dias mais tarde, conseguiu se salvar, sentindo-se consolado porque sabia que o Pequeno Príncipe havia voltado para o planeta dele, pois ao raiar do dia seguinte à picada, o corpo do Pequeno não estava mais no local. Hoje, ao olhar as estrelas, o narrador sorri, lembrando-se do seu grande Pequeno amigo.


Obs.:O Pequeno Príncipe, embora pareça um livro escrito para crianças, é uma obra urgentíssima para adultos. Suas palavras possuem conotações mais profundas, que não poderão ser notadas em uma simples leitura. Esta obra pode ser considerada como Fábula, ou se preferir, Parábola.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O Menino no Espelho - Fernando Sabino

Nesta obra, o menino Fernando, que vem a ser o próprio autor, vive todas as fantasias de sua infância, através de aventuras mirabolantes. Ensina uma galinha a conversar, aprende a voar com os pássaros, fica invisível, encontra-se com Tarzan e Mandrake, visita o sítio do Pica Pau Amarelo, torna-se agente secreto e campeão de futebol, vive aventuras na selva, enfrenta o valentão da sua escola. E, no menino que vê refletido no espelho, descobre o melhor de si mesmo, a projeção do ideal de pureza que só uma criança pode alcançar - simbolizada na libertação dos passarinhos.

Agora é sua vez! Embarque nesta aventura...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Palavras no contexto...

Dia desses eu mostrei pra vocês como era o exercício que eu mais fazia na aula de Português, lembram? O professor escrevia uma frase no quadro e a gente tinha de dar o nome certo para cada partezinha dela. Vamos combinar que desse jeito não dá para entender como funciona esse lance de falar uma língua! Para começar, eu ficava curiosa para saber de onde vinham aquelas frases... quem foi que falou, para quem, para quê... Você já viu alguma frase dando sopa por aí, sem dono e sem destino? Ah! nos meus cadernos de Português tinha um montão... Olha essa: "Ivo comprou um lindo presente para a sua namorada." Que tal? Nada a ver?


Vamos dar um jeito nisso... Imagine que...


Um dia, a Mônica e o Cebolinha estavam brincando de contar histórias, então ela disse:

Como era uma narração, ele teve de organizar o seu pensamento bem direitinho para ela poder entender que presente era aquele. O Cebolinha nem sabe disso, mas ele teve de escolher as palavras certas num arquivo de palavras que a Mônica também usa, lá as palavras estão separadinhas de acordo com as suas características...


O Cebolinha manda bem na língua portuguesa, igual a você que fala esta língua desde pequeno. Ele nem sabe disso, mas à medida que ele vai escolhendo as palavras ele vai arrumando tudo direitinho dentro da frase, olha que legal! As palavras vão se juntando em grupos de acordo com o papel que vão ter na frase...


Sem querer querendo, o Cebolinha vai juntar todo mundo em volta do verbo comprou. Nunca que ele falaria algo do tipo "Namorada presente lindou sua Ivo para um compra a."

Mas... ele é o Cebolinha e ela é a Mônica, então... ele vai falar do jeito dele e ela vai entender do jeito dela...

Pode ser que na continuação da história a Mônica descubra que o presente "lindo" é uma bola de futebol, ou um livro de receitas, quem sabe? Neste caso, é certeza de que vai ter coelhinho rodando e muita correria! k k k k k k

sábado, 3 de outubro de 2009

A Fruta

Hoje está um lindo dia para um passeio nesse maravilhoso e verde Bosque...
Um Menino caminhava tranquilo pelo bosque, olhando as árvores e admirando aquela bela natureza...
Então ele viu uma coisa que o deixou maravilhado.
Era uma frutinha presa no alto de um monte.
Mas, não era uma fruta comum, era a fruta mais brilhante e bonita que já havia visto.
E ele disse:
- Tenho que pegar essa fruta. Não me parece nada difícil, é só subir o montinho e pronto...
E com firmeza, ele começou a escalar o pequeno monte.
Quando ele já estava quase na metade do caminho, um pedaço de pedra se quebrou e ele caiu.
Então ele disse:
- Não prestei atenção direito... Dessa vez vou subir com mais cuidado!
Decidido, resolveu subir outra vez.
E nesse momento, começou a cair uma chuva muito forte seguida de trovões.
De repente deu um grande relâmpago, e um raio muito brilhante caiu sobre o monte, muito perto dele.
Ele levou o maior susto de sua vida, e, de novo, caiu da pequena montanha.
Depois do susto, ele disse:
- Essa fruta tá ficando difícil. Mas, como ela me parece muito suculenta, e a chuva já passou, vou lá pegá-la.
E mais uma vez começou a escalar a encosta.
Quando ele já havia subido um bom pedaço, um monte de pedras começou a rolar morro abaixo.
Ele deu um pulo para sair da frente da avalanche de pedras, e não se machucar.
Depois de analisar bastante a situação, ele disse:
- Acho melhor subir com uma corda.
Ele jogou a corda e a laçou numa pedra no alto do monte, e outra vez, iniciou a subida.
Por incrível que pareça, no meio da subida, a corda se partiu e ele caiu uma vez mais.
Ele parou para estudar a situação, e diante de tantos obstáculos, falou:
- Até parece que essa fruta é mágica e não quer que eu a pegue! Mas agora farei diferente, vou construir uma escada, e subo por ela.
E assim fez uma escada.
Agindo assim, finalmente ele chegou no topo do monte.
Muito contente, olhou a fruta e exclamou:
- Valeu a pena o trabalho que tive. Depois de tantas dificuldades, você parece muito mais bonita.
E colheu a fruta.
Vitorioso, ele desceu e foi para casa dizendo:
- Apenas uma pessoa merece esta tão bela e valorosa fruta, e ela é a minha Mãe.
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Os obstáculos, sempre vão existir na vida das pessoas. Lutar e tentar vencê-los é o verdadeiro desafio!